Participação internacional

O 4º Encontro Nacional do Cinema Infantil, realizado neste sábado, 28, no Hotel Majestic, em Florianópolis, contou com a participação especial de Annette Brejner, diretora do Fórum de Financiamento do BUFF FilmFestival de Malmö, na Suécia, e do produtor Lennart Ström, que por 25 anos dirigiu o BUFF. Eles contaram como a Escandinávia se tornou uma das regiões de maior produção de filmes infantis do mundo. Também explicaram sobre o funcionamento dos diferentes fundos e sobre as co-produções internacionais com os países escandinavos. O Encontro faz parte da programação da 7ª. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que está inaugurando uma parceria inédita entre Brasil e Suécia.

“O Fórum amplia a rede de contatos entre produtores e potenciais financiadores, estimulando a produção de filmes de qualidade para o público infantil”, disse Annette Brejner. “Queremos levar um projeto brasileiro para co-produção com os países do Norte da Europa, pois dessa participação vai emergir um diálogo Norte-Sul”. Neste domingo, ela e Ström participam da banca avaliadora do pitching, processo seletivo em que sete projetos brasileiros serão defendidos por seus representantes. O vencedor irá ao fórum sueco de financiamento em março de 2009. Annette disse que os critérios importantes considerados pelos co-financiadores do cinema infantil no Norte da Europa são: história adequada à audiência escandinava, idéia criativa, potencial de financiamento e habilidades da equipe de produção.

Diversidade

Lennart Ström enfatizou a importância da valorização da diversidade: “Temos idéia formada pela mídia sobre os outros países, mas isso não é suficiente”, disse. “Quando vemos uma reportagem de 25 segundos sobre o que ocorre em São Paulo, por exemplo, não dá para ter uma idéia do que é o Brasil. É preciso ouvir mais o português falado pelos brasileiros, ouvir histórias sobre outros contextos culturais para ter uma idéia melhor sobre a sua realidade”. Ele apontou semelhança entre a trajetória da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e o festival sueco, que levou vários anos para convencer financiadores públicos e privados a investir na idéia.

Ström destacou também a importância do financiamento do Estado ao cinema infantil, que nos países escandinavos chega a mais de 20% dos recursos destinado ao cinema: “Os políticos precisam entender que a produção de filmes é um processo lento, que precisa de investimentos de longo prazo, e é importante que vejam as produções”. Ele avalia que a quantidade leva à qualidade: “Se você fizer dez filmes, dois deles podem ser muito bons, mas se só fizer dois, ambos podem ser muito ruins. É como no futebol: é preciso ter 10 mil jogadores para conseguir 11 bons”.

Qualidade

O produtor sueco deu algumas dicas para os produtores de filmes infantis brasileiros que desejam obter co-financiamento na Suécia. “É importante pensar em que tipo de história você quer contar; por que quer contar; por que quer que as crianças vejam esse filme e o que deseja que elas levem quando saírem da sala de cinema”, disse. “As crianças também vêem Batman e Harry Potter, por isso é preciso investir em produções com alta qualidade para poder competir com filmes como esses, pois elas comparam”.

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Galeria de fotos: 4º Encontro do Cinema Infantil – 28/06/2008



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