Diversidade cultural dá o tom da abertura da Mostra

A diversidade da cultura brasileira foi a tônica do primeiro dia da Mostra. Ao som do tambor, do surdo e do xequerê, o grupo “É da Nossa Cor” e o bloco Cores de Aidê abriram o Palquinho da Mostra, no hall do Teatro Pedro Ivo, neste sábado (1).  A apresentação ocorreu logo após a sessão de curtas que valorizou a cultura afro-brasileira no filme “Òrun Àiyé – a criação do mundo”.

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Foto: Carolina Arruda

“Gostei dessa edição, em especial, por valorizar as culturas indígena e afro, tanto na sessão de curtas quanto na apresentação musical. É emocionante ver meu filho e outras crianças participando disso. Abrir espaço para que se valorize, de fato, a cultura do nosso povo é muito bonito. É a primeira vez que venho com meu filho, fiquei emocionada. Percebi essa preocupação da Mostra em trazer temáticas importantes, principalmente neste momento político que a gente vive. São espaços assim, com olhar para a diversidade do Brasil, que promovem acessos”, afirmou Mayara Lacal, estudante de Museologia ao lado do filho, Antônio Lacal de três anos.

Foto: Caroline Arruda

Foto: Carolina Arruda

Foto: Kélen Oliveira

Foto: Kélen Oliveira

 

É da Nossa Cor
O grupo É da Nossa Cor, formado por meninas e meninos da comunidade Monte Serrat, foi criado em 2014 pela psicóloga Mathizy Pinheiro e pelo seu companheiro Djavan Nascimento. “Percebi que mesmo numa comunidade majoritariamente negra, as crianças não aceitavam sua cor da pele e estética. Começamos a trabalhar a identidade a partir da cultura”, contou a fundadora do grupo.

Foto: Carolina Arruda

Foto: Carolina Arruda

Mathizy explica que a questão da negritude é tratada como uma identidade potencializadora para a autoestima das crianças. “As crianças não se identificam com personagens dos filmes e bonecas, geralmente loiras e de olhos azuis. Começamos a resgatar nossas referências para que elas se sintam representadas”.

As crianças do grupo participaram da pré-estreia de Peixonauta e vão assistir a outras sessões no cinema improvisado na comunidade. “Eles estavam ansiosos pra assistir Peixonauta. Estar aqui é uma barreira que está sendo rompida, uma conquista importante para comunidade. Existem lugares que eles podem estar, não precisam estar sempre no morro. Elas estavam no palco, aproveitando oportunidades diferentes daquelas que acreditavam que podiam. É o nosso sonho, participar desses espaços que promovem a cultura, a gente também tem a nossa”, revelou a psicóloga.

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Integrado por mulheres, o bloco de percussão, dança e canto Cores de Aidê também nasceu com a proposta de visibilizar a cultura afro-brasileira e promover o empoderamento feminino. Com cerca de cem mulheres, Cores de Aidê estreou no carnaval deste ano, em Florianópolis. Mulheres que quiserem se integrar ao grupo podem participam dos ensaios aos sábados de manhã, na Comunidade Monte Serrat.

 

Texto: Paula Guimarães




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