A terra a gastar

A terra a gastar, um dos filmes da 8 ª Mostra de Cinema Infantil, é o primeiro curta de animação das diretoras Celina Kurihara e Cassia Mary Itamoto. “E é fruto de quase dois anos de estudo e produção intensa”, conta Celina. Novas na área de animação, elas se empenharam em buscar capacitação para cada fase do processo, do roteiro até a pós-produção.

“Depois da experiência pudemos perceber que, realmente, elaborar um bom projeto de animação só é possível se tudo for feito em equipe. Quanto mais pessoas especializadas em cada etapa do projeto, melhor a qualidade do conjunto”, aponta. Um dos parceiros do projeto, referenciado pelas diretoras, é Alberto Yuji Watabe, responsável pelo arranjo e interpretação da letra da música composta por elas.

A temática do curta gira em torno da preocupação com o meio ambiente. A questão do consumismo é o ponto central. “Depois da pesquisa, percebemos que um assunto puxava o outro, do descarte de materiais, passando pelo consumo exagerado e pelos efeitos climáticos e ambientais. Acabamos optando pela conscientização do consumidor, através da abordagem de situações cotidianas, como a melhor maneira de fazer com que as pessoas identifiquem-se, reflitam e mudem seu modo de pensar e agir”, explica Celina. Ela morou seis meses no Japão, onde se inspirou no rigor em relação, por exemplo, à coleta seletiva de lixo.

As diretoras explicam que a proposta foi utilizar uma linguagem simples. “Muito mais do que um curta infantil, a ideia era um curta para todos. A natureza despretensiosa da animação, com formas e ideias absurdas e exageradas do mundo fantástico, permitiu uma narração de fatos do cotidiano muitas vezes maçantes de se comentar. Queríamos um audiovisual que deixasse o espectador à vontade e mais suscetível à discussão e reflexão”, afirma Cassia.

“Espero que o público da Mostra, antes de mais nada, possa se divertir com o curta! Espero que através do filme consigamos convidar as pessoas, mesmo por alguns instantes, a refletir um pouco sobre si mesmas, sobre a importância de seu papel na sociedade global e sobre a responsabilidade com relação ao futuro”, enfatiza Celina.

E Cassia complementa: “Minha expectativa é que de alguma forma nossa a animação sensibilize o público e que isso ganhe escala para além da tela, estimulando debates e fazendo circular as ideias. Que as crianças aprendam se divertindo!”.



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