O mar de Teresa, curta experimental, aborda tabu entre adolescentes

A relação com o mar e as mudanças no corpo e no estado de espírito das meninas são temas centrais do curta-metragem “O Mar de Teresa”, um filme experimental de Dilea Frate, exibido na primeira Sessão Jovem da 14ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, no domingo (7). O mesmo filme estará na Sessão Jovem na terça, dia 9, às 9h, na Fiesc.

A primeira parte do filme é animação – baseado no livro com mesmo nome da autora, lançado na Mostra. Teresa leva numa garrafa a água do mar para casa, com a ideia de transportá-lo para perto de si permanentemente. Sua mãe joga a água fora, ela chora e descobre o sabor do mar em suas lágrimas, ou seja, dentro dela. Adormece e acorda cinco anos mais velha, é quando o curta demonstra seu caráter experimental. Teresa apresentada como desenho animado agora é uma menina em carne e osso. Nesse momento o filme adota linguagem ficcional e documental.

Questões como a relação com o mar e as mudanças do corpo da menina – menstruação, crescimento de pelos pelo corpo – são pontuadas nessa parte do curta. “E não só falo das mudanças do corpo, mas da mudança do espírito. Quando a gente é criança acha que é dono do mundo, que pode levar o mar nas costas, depois nos sentimos pequenos diante do mar e até temos medo de entrar nele”, afirma Dilea Frate. “Então o que mudou? É isso que eu tentei dizer de forma poética”, conclui.

De acordo com Dilea, ao assistir ao filme, geralmente “as meninas ficam com vergonha e os meninos riem”. “Quer dizer, é um tabu e precisa ser discutido”, observa.

Bate-papo com Dilea Frate

 

 

Fotos: Daniel Conzi

 



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