Elenco afinado e criatividade enriquecem filme brasileiro “Pluft, O fantasminha” 

No terceiro dia do ‘Encontros de Cinema Infantil’, a cineasta Rosane Svartman destaca equipe e tecnologia brasileiras na filmagem do primeiro longa 3D infantil do Brasil.

“Pluft, o fantasminha”

A cineasta Rosane Svartman tem uma vasta experiência no audiovisual até por isso tudo que ela toca vira sucesso. Não seria diferente com o longa-metragem brasileiro “Pluft, o fantasminha”, dirigido pela própria e que está em processo de finalização. O filme é a primeira obra infantil em 3D do Brasil e conta com equipe e tecnologia brasileiras na produção da obra.

O longa é uma adaptação do texto clássico para crianças de Maria Clara Machado, datado de 1960. Como o mundo não é o mesmo daquela época, o roteiro que foi escrito em um ano precisou ser modernizado. “Eu acompanhei o trabalho de perto e nós atualizamos para o mundo de hoje, a Maribel precisava estar mais moderna e foi uma mudança que paramos e discutimos, como uma menina lidaria com essa situação hoje? Então, fizemos uma Maribel mais ativa, ela faz de tudo pra sair da situação ao invés de só esperar ajuda”, explica Rosane. 

A produção conta a história de uma amizade inesperada entre a menina Maribel e o fantasminha Pluft que morre de medo de gente. Um dia, ela é sequestrada pelo pirata Perna de Pau, que quer usá-la para achar o tesouro deixado pelo seu avô, o falecido Capitão Bonança Arco-íris. Daí em diante, inicia-se uma grande aventura. 

“Pluft é universal e faz sucesso até hoje porque passa mensagem: a gente tem medo do que é diferente e o afeto faz a gente perder o medo”, enfatiza a diretora. 

A diretora Rosane Svartman e o ator Juliano Cazarré no set de gravação do filme. (Foto: Divulgação)

A la brasileira

Por se tratar de um filme 3D, a escolha dos locais de gravação precisaram ser bem pensados. Boa parte das filmagens foi feita em estúdio, mas as externas foram feitas no paraíso de Sibaúma no Rio Grande do Norte. “Quando chegamos na praia fizemos o teste em 3D para ver como a falésia se desenhava e ficou incrível”, conta Rosane. 

Como se não bastasse os desafios do tridimensional, o longa contou com gravações subaquáticas para os takes fantasmagóricos. “Os atores tiveram aulas de apneia, ensaiamos fora da água e depois dentro da água. Conversamos com especialistas para entender a questão da água, a questão da temperatura, os atores saíam das piscinas e iam direto para uma cabana para não haver um choque térmico”, pontua Rosane. 

A atriz Fabiula Nascimento grava debaixo d’água cenas do filme brasileiro “Pluft, o fantasminha” (Foto: Reprodução)

Com um elenco de peso, nomes como Juliano Cazarré, Fabiula Nascimento, Lola Belli e Gregório Duvivier completam a equipe de atores do longa. A ideia foi deixá-los a vontade para palpitar nas cenas. “Aprendi que é preciso ouvir os atores. Isso influenciou muito como eu dirigi o Pluft. O próprio Juliano trouxe uma voz para o pirata, testamos e ficou no tom que o personagem precisava mesmo”, revela. 

Com um orçamento de R$10 milhões, Rosane optou por esperar os cinemas reabrirem para lançar o filme. “Cada vez menos tem gente optando o filme como primeira janela do audiovisual, mas por se tratar de 3D decidimos esperar essa situação da pandemia estabilizar e os cinemas reabrirem em segurança para marcar o lançamento, então não depende da gente”, finaliza Rosane.

Pois então, se saia coronga que queremos ver Pluft, o fantasminha! 

Veja um trecho da conversa no “Encontros de Cinema Infantil” da Mostra, com Rosane Svartman:

Encontros de Cinema Infantil

Os Encontros são bate-papos com diretores renomados e acontecem todos os dias, às 19h. 

A transmissão é ao vivo e gratuita.

Acesso pelo site e youtube da Mostra. 

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