Frida Kahlo no Palquinho da Mostra

A história da artista plástica mexicana Frida Kahlo foi contada ontem, dia 10, no Palquinho da Mostra pelas artistas do projeto “Duas e Só”. “Essa não é uma história de princesa. É uma história de uma mulher real”, disse a atriz Emeli Barossi durante o espetáculo. A ideia da contação de história é inspirar meninas e mostrar que elas podem ser muito mais do que princesas, desbravando um modelo de mulher propagado em grande parte pela indústria do cinema e entretenimento.

Na apresentação Antiprincesas, as estudantes de Teatro da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Emeli e Isadora Lunge interpretaram os principais momentos da vida da pintora nascida no início do século 20, destacando o seu pensamento feminista revolucionário.
Com base no texto do livro “Antiprincesas”, elas resgatam a ousadia da artista na juventude, o acidente que deixou várias sequelas, o relacionamento com o pintor Diego Rivera e a trajetória de superação na vida e na arte. Assim como Frida, a contadora Emeli tem um encurtamento na perna, o que deixou a apresentação ainda mais real.
“Falamos de mulheres reais para superar estereótipos acerca do que é ser menina. Elas não esperam de vestido pelo príncipe encantado para serem felizes para sempre. Elas salvam o mundo”, conta Isadora.
Arthur Simões da Silveira, 5 anos, assistiu à apresentação ao lado da mãe, a fisioterapeuta Andrea Simões. Ele já leu o livro “Antiprincesas” e com a interpretação entendeu porque a artista “puxava a perninha”. “Achei fantástico. O espetáculo tem muita sensibilidade e apresenta uma linguagem que as crianças entendem. É uma nova semente que quebra barreiras ao propor que todos somos iguais, meninas e meninos crescendo juntos. Queria ter tido essa oportunidade na infância”, diz a mãe.
Admiradora da obra de Frida Kahlo, a psicóloga Monique Schutz trouxe as filhas gêmeas, Beatriz e Olívia, de 4 anos, para conhecer o espetáculo. “As contadoras conseguiram resumir bem a história. É importante falar sobre inclusão e respeito às diferenças. Elas (filhas) ficaram muito atentas”, afirma.
Emeli e Isadora começaram o projeto em abril desde ano em parceria com a SUR livraria. A série “Antiprincesas” é da editora Chirimbote e os livros publicados tem autoria de Nadia Fink. A proposta é continuar apresentando mais histórias sobre a vida de mulheres latino-americanas que foram protagonistas em suas áreas. Voltadas para crianças a partir de dois anos, “Antiprincesas” tem ainda edições sobre a artista plástica chilena Violeta Parra, a escritora Clarice Lispector e Juana Azurduy, militar que participou nas lutas pela independência da América espanhola.
Fotos: Kélen Oliveira


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