Exposição comemorativa revisita os 25 anos da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis


Painel fotográfico reúne registros de encontros e personalidades que marcaram os 25 anos da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. (Fotos Carolina Arruda)

O ano era 2002 e a primeira edição da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis começava sua história com a exibição de 12 filmes. Hoje, chega à sua 25ª edição como a maior janela de exibição do audiovisual infantil do Brasil, com um público que supera 1 milhão de espectadores e a exibição de mais de 1.700 obras nacionais e internacionais. Essa trajetória pode ser revisitada este ano na exposição comemorativa dos 25 anos, aberta na entrada da Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som (MIS) até o dia 17.

A retrospectiva reúne a história e a memória construídas a partir dos arquivos de fotografia, peças gráficas do evento, vinhetas, vídeos com trechos das atividades, como encontros técnicos, e o making of das edições anteriores. Para estruturar a mostra, a curadoria pesquisou o acervo fotográfico e audiovisual, resgatando registros em papéis, CDs, DVDs, HDs e drives, além de relatórios e projetos submetidos a editais ao longo de um quarto de século.

Logo na entrada da exposição, um grande painel fotográfico celebra os encontros que marcaram as edições. As imagens reúnem o público, profissionais do cinema e personalidades como o cartunista Ziraldo e os cineastas Cao Hamburger, Carla Camurati, Rosane Svartman e Célia Catunda, entre outros nomes de destaque do audiovisual brasileiro e catarinense.

O painel também dá dimensão da contribuição da Mostra para o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao audiovisual e à infância. “Tivemos a honra de receber os ministros da Cultura Gilberto Gil e Juca Ferreira, os secretários nacionais do Audiovisual Silvio Da-Rin, Pola Ribeiro e Joelma Gonzaga. Também contamos com a presença de grandes entusiastas, como o ator e presidente da Funarte Sérgio Mamberti, além de gestores locais como Rodolfo Pinto da Luz, que sempre foi um grande parceiro da Mostra”, destaca a diretora-geral Luiza Lins. 

Seguindo a exposição, os visitantes podem acompanhar a evolução visual e histórica do evento. Pode conferir desde as capas da programação em papel das 25 edições a um painel especial dedicado aos ingressos do evento, item que recebe atenção especial da arte. “É uma peça muito bonita que carrega a personalidade da edição”, explica a curadora da exposição e diretora de Arte/Comunicação da Mostra, Vanessa Schultz. 


Exposição dá a dimensão da contribuição da Mostra para o desenvolvimento do audiovisual e de políticas públicas para o cinema e infância, observa Luiza Lins, diretora geral (à esq.). 

O ambiente também conta com diversas estações com TVs. Uma delas exibe as vinhetas que abrem todos os anos as sessões. Produzidas pela direção artística de Vanessa Schultz e Luiza Lins, sempre são elaboradas em parceria com ilustradores consagrados, como Fernando Lindote, Galvão, Alê Abreu, Flávia Fernandes e Julia Becker, que assina a vinheta deste ano. A trilha sonora é composta há 12 anos pelo maestro Neimar e as animações são assinadas por nomes como José Ignacio e Andrés Lieban. 

Outra TV traz depoimentos de articuladores de políticas públicas para a infância e para o audiovisual e painel fotográfico focado nos encontros de mercado e rodadas de negócios promovidos pelo festival. 

Mudanças tecnológicas

A parte de formação e a atuação social do evento também ganham destaque na exposição, com áreas dedicadas ao projeto Mostra nas Escolas, sessões escolares e oficinas de diversas realizadas com profissionais nacionais e internacionais, como o cineasta francês Michel Ocelot. Para mostrar os bastidores, um espaço de mini cinema exibe documentários de making of de cada edição. 

“Fomos nos transformando e melhorando as formas de chegar até o público infantil. Acompanhamos as transformações da tecnologia, da película aos DVDs e, pós-pandemia, à distribuição online. Mas o mais importante não mudou: a parceria com os educadores, a inclusão de públicos diversos com filmes que retratam as várias infâncias brasileiras e o papel de ser uma grande janela para os profissionais do audiovisual poderem acessar o público infantil e exibir seus filmes”, destaca Vanessa.

Vídeo no MIS reúne desejos de 200 crianças brasileiras 


Na entrada do MIS, projeto artístico-pedagógico, realizado pelo coletivo de professores do NICA/UFSC, mostra manifestações de 200 crianças

Na entrada do MIS, os visitantes também podem conferir o vídeo “Sonhos, desejos e esperanças de crianças do Brasil”. O projeto artístico-pedagógico foi desenvolvido pelo coletivo de professores do Núcleo de Infância, Comunicação, Cultura e Arte (NICA/UFSC) e reúne as manifestações de 200 crianças de diversas regiões do país sobre o tema. 

São desenhos, palavras, feitos em diferentes técnicas por crianças, reunidos em contextos diversos do Brasil, como conta Gilka Girardello, uma das curadoras da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e à frente desse projeto. O material integrará um projeto global que reunirá pesquisadores de vários países em uma conferência das infâncias, que ocorrerá em novembro em Nova York. 



Peça gráfica institucional, em fundo branco, reúne logotipos de apoiadores da Mostra. Em “Apoio cultural”: Lei Rouanet, ABRA — Associação Brasileira de Autores Roteiristas, Cinesolar, NICA e Prefeitura de Florianópolis — Educação. Em “Incentivadoras”: Urbano Alimentos, Celesc, Condor e ICBH — “Construindo para o futuro”. Em “Patrocínio”: ENGIE e Itaú. Em “Realização”: LUME Produções Culturais, Núcleo de Ação Integrada e Ministério da Cultura, acompanhado da bandeira do Brasil. Na base, lê-se: “Este projeto foi viabilizado por meio das Leis número dezessete mil novecentos e quarenta e dois, de doze de maio de dois mil e vinte, e número quinze mil setecentos e quarenta e seis, de onze de janeiro de dois mil e doze.”


Mostra de Cinema Infantil
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