Crianças aprendem técnicas de atuação

No início da manhã de domingo, as crianças que se inscreveram para participar da oficina de interpretação com Cláudio Barros já estavam no hall do Teatro Governador Pedro Ivo.  As quinze vagas disponíveis se esgotaram logo depois que foram divulgadas.Preparador de elenco da série de filmes Tainá 1, 2 e 3, Cláudio é reconhecido por seu trabalho direcionado para crianças. Foi ele que descobriu e treinou a atriz Eunice Baía, a Tainá dos dois primeiros filmes da série e também a indizinha Wiranu Tembé, a nova escolhida para o papel.

Luana Albino Gomes, de dez anos, é fã de Tainá e sempre quis ser atriz. Ela conta que assim que ficou sabendo da oficina, pediu à mãe que fizesse a inscrição. “Eu gosto muito de cinema, teatro e adorei atuar hoje”. A mãe, Kátia Albino, administradora, diz que sempre incentivou os filhos. “A Luana vem na Mostra desde quando era bebê”.

Augusto Zandomeneghi também frequenta a Mostra desde cedo e não deixa de participar das oficinas oferecidas. No ano passado, aprendeu as técnicas do origami, arte japonesa de dobrar papel. Um ano antes já tinha participado da oficina de pixilation, técnica de animação em stop motion. A mãe, Ana Lúcia Zandomeneghi, psicóloga, diz que nem pergunta ao filho se ele gostaria de se inscrever, pois sabe que ele sempre quer participar. “Essas oficinas são excelentes para a criança se envolver com a cultura e conhecer pessoas. Eu que sou mãe curto tanto quanto ele”.

A primeira parte do encontro foi ao ar livre. Cláudio trabalhou a atitude física e pediu para as crianças construírem uma situação com o lado negativo e positivo. “Quando eles entenderam os conflitos que motivam uma cena, construíram o texto e depois nós gravamos”, explicou o preparador. Após, foi simulado um set de filmagens, onde cada aluno tinha uma função diferente. Gustavo Hoffmann, de seis anos, foi eleito o assistente de direção e não quis aparecer no vídeo quando chegou sua vez de interpretar. “Eu não quero ser ator, quero ser diretor e roteirista”, disse convicto.

Não eram somente as crianças que estavam interessadas nas técnicas aplicadas, a estudante de cinema Vanessa Sandre, de 22 anos, não pôde participar mas ficou assistindo tudo bem de perto para depois aplicar na profissão. “Saímos da academia sem preparo para lidar com atores, com crianças é ainda mais complexo. Oportunidades como essa, de ter um profissional como a Cláudio tão perto, não podemos deixar passar”.

Segundo o preparador, por ser uma oficina realizada na parte da manhã e tarde, é comum no fim do dia os pequenos estarem um pouco cansados e dispersos. No entanto, os participantes se mostraram muito interessados do início ao fim. Na hora de assistir ao resultado das filmagens, todos estavam concentrados, ouvindo os comentários do professor. As cenas gravadas na oficina serão exibidas no último dia da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.

Fotos da Oficina
Crédito: Henrique Pereira
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