8º Encontro Nacional de Cinema

Estratégia de guerrilha para vencer os blockbusters, ampliação do mercado internacional e criação de uma linha de crédito especial para financiamento de filmes para infância são alguns dos tópicos para impulsionar a distribuição de cinema no Brasil. As conclusões são do 8º Encontro Nacional de Cinema para a Infância, que teve a participação de representantes importantes do cinema brasileiro. 

Com o tema Desafios Criativos: Distribuição e Conteúdo, o Encontro fez parte da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, reunindo Ana Paula Santana, Secretária do Audiovisual do MinC, Manoel Rangel, diretor-presidente e Vera Zaverucha, diretora da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Chico Faganello, cineasta, Celia Catunda, diretora da série Peixonauta, e os distribuídores Marco Aurélio Marcondes e Abrão Scherer.

Um mecanismo de financiamento para o cinema infantil foi apresentado por Manoel Rangel, diretor presidente da Ancine, durante o Encontro. Segundo Rangel, criar uma linha de crédito a partir do Fundo Setorial facilitaria o financiamento e o repasse de verbas para produções do segmento. Enfatizou que o financiamento vai de encontro à lei 12.485, que impulsionará a produção brasileira em todos os Estados, com a obrigatoriedade das TVs adquirirem produção independente local,“que o mecanismo pode ajudar a estimular o talento e a criatividade, e fazendo frente à indústria de domínio em todo território brasileiro.

Para Ana Paula Santana uma política audiovisual de Estado é estratégica e pode gerar renda. A secretária considera que o audiovisual tem que ser uma indústria rentável. “Não é crime ganhar dinheiro com a Cultura”, diz ela. Durante o encontro, Ana Paula ressaltou que o cinema infantil é uma das prioridades do governo federal. “Fico muito feliz em ver a evolução do setor, tanto na quantidade como na qualidade dos filmes”, completou.

Celia Catunda, diretora e produtora da TV Pinguim, falou sobre sua experiência à frente da série Peixonauta. A diretora enfatizou a importância de um plano de negócios consolidado e bem fundamentado, que se apresenta como uma vantagem na hora de vender o produto audiovisual. Segundo ela, o Peixonauta já foi exibido em mais de 70 países e conquistou espaço em grandes canais de televisão.

O representante da Imagem Filmes, uma empresa distribuidora que está aumentando progressivamente o investimento no cinema nacional, Abrão Scherer, acrescentou que o país vive um bom momento com a regulação do mercado e o aumento do interesse das distribuidoras pelo cinema infantil. “As produtoras deveriam trabalhar juntas desde o início com as distribuidoras para facilitar o processo de distribuição”, aconselhou.

Por fim, Marco Aurélio Marcondes, responsável pela distribuição do filme Tainá – A Origem, de Rosane Svartmann, defendeu que “proporcionalmente, é muito mais fácil um filme infantil conquistar sucesso de público do que um filme adulto”. O distribuidor encerrou o evento argumentando que o cinema do Brasil vive um momento-chave de afirmação e que a tendência é que os próximos anos sejam de crescimento para o setor voltado ao cinema infantil.

 



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