Como foi a mostra

 

Terminou no último domingo (14/7), com público de 25 mil pessoas em 17 dias, a divulgação dos curtas vencedores e o inspirado espetáculo Crianceiras, a 12ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.

O evento agora segue disseminado por todo o estado, com filmes exibidos e discutidos em inúmeros municípios catarinenses até o mês de outubro.

A Mostra Competitiva, que incluiu 72 dos 90 curtas exibidos, teve dois ganhadores: um eleito pelo júri adulto, composto por cinco profissionais-referência em jornalismo, educação e audiovisual infantil no país (leia mais ao final deste texto), e o outro eleito pelas próprias crianças. Para elas, o melhor curta foi o paulista A história dos meninos que andavam de noite, de Flávio Barone, uma jornada de aventura e amizade que envolve a descoberta de segredos nas sombras de um sítio, envolvendo muito suspense.

Para o júri adulto, o melhor filme foi o baiano Sonhos, de Haroldo Borges, retrato de um menino que ao deixar de ir para a escola se descobre apaixonado por uma adolescente que trabalha no circo. Com linda fotografia e uma poética cativante, o curta descreve os percalços dele ao tentar conquistá-la.

O júri adulto também deu menção honrosa a Encantadores de histórias, de Raquel Piantino, uma animação do Distrito Federal com personagens inspirados em As mil e uma noites.

O grande poeta brasileiro Manoel de Barros, que está com 96 anos e publica desde os 20, foi o homenageado deste ano. “O Manoel continua inspirando a todos e sintetizou o trabalho de 12 anos da mostra”, diz Luiza Lins, diretora-geral do evento. Stella Barros, bisneta de Manoel, veio a Florianópolis e entregou ao avô, morador de Campo Grande (MS), o prêmio da mostra.

“O grupo de pessoas que trabalham com crianças está cada vez mais forte e cada vez maior”, anima-se Luiza, destacando, entre outros aspectos, a vinda de mais de 50 gestores culturais a Florianópolis para receberem material da mostra e a reverberarem agora por Santa Catarina. “Esperamos inspirar ainda mais pessoas a trabalharem com arte e infância.”

Outro destaque, para ela, foi a programação adulta. O tema da educação através do audiovisual, debatido na última terça-feira no CIC, é algo “fundamental, que veio para ficar”.

“Todo ano a gente se reinventa. Estamos sempre atentos às necessidades do público, às mudanças nas escolas. Passamos todo o tempo entre uma mostra e outra conhecendo, viajando, pesquisando novidades na área da infância”, afirma Luiza, que escutou de muitas pessoas que esta foi a melhor edição.

Do público de 25 mil pessoas, 17 mil assistiram a filmes e participaram de atividades no Teatro Pedro Ivo, em sessões para escolas e público em geral; 7,5 mil foram alunos que receberam a Mostra Itinerante em escolas da Grande Florianópolis; e quase 500 adultos participaram dos debates e da exibição de três longas no CIC e na Fundação Badesc.

Além dos três longas adultos, outros 12 infantis foram exibidos, com destaque para títulos como a animação estoniana Lotte e o segredo da pedra da Lua e para o documentário de produção multinacional I’m eleven, sobre a vida de crianças de 11 anos em 15 países.

Julgaram os filmes Thais Caramico, que foi repórter do Estadinho, suplemento para crianças do jornal O Estado de S.Paulo, e hoje colabora com vários veículos a partir de Berlim, onde vive; Gabriela Romeu, documentarista, coordenadora do projeto Infâncias (www.projetoinfancias.com.br) e há 13 anos jornalista da Folha de S.Paulo, onde escreve para crianças; Marcus Tavares, doutor em Educação pela PUC-Rio e autor de livros nas áreas de educação e mídia; Samanta Ribeiro, com ampla experiência em produção de documentários e ficções; e Mônica Fantin, doutora em Educação e professora da UFSC com diversas publicações sobre estudos na infância.

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