Arte para todas as idades no segundo dia da Mostra

O segundo dia da 18ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis foi de recorde de público e homenagem à arte, em especial ao gênio Charlie Chaplin. Nada menos que 1.550 pessoas lotaram as quatro sessões de exibição que tiveram início à tarde e culminou com o Cinema ao Vivo, já de noite, na projeção do clássico “O Circo”, de Charlie Chaplin, acompanhado pela banda da centenária Sociedade Recreativa e Musical Banda da Lapa, do Ribeirão da Ilha. Uma ode ao cinema na sua origem, que fez o público não conter as lágrimas e, principalmente as risadas.

“O Cinema ao Vivo é um projeto do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) de muito sucesso que acontece na cidade e é importante dar visibilidade e ampliar para todos os públicos. Ao mesmo tempo, exibir Charles Chaplin é uma vontade antiga, e nada melhor que celebrar os 18 anos com este personagem tão amado e que revolucionou o cinema”, explica a diretora e idealizadora da Mostra, Luíza Lins.

O público que lotou a sessão de “O Circo”, na sua maioria crianças, presenciou um momento histórico e particular: a experiência originária do cinema mudo com a trilha sonora executada ao vivo. E mais: tendo na condução da animação musical um patrimônio da cidade, a Banda da Lapa, fundada em 1896, ou seja, mais antiga que o próprio filme em exibição, que é de 1927. E pelo entusiasmo do público valeu muito a pena enfrentar a longa fila que se formou para fora do Teatro Governador Pedro Ivo para a retirada dos ingressos.

Não havia como não ser diferente de uma catarse emocional. A senha de que algo especial aconteceria foi dada pelo maestro da Banda da Lapa, Wellinton Carlos Correa, que subiu ao palco para saudar o público caracterizado como o icônico personagem de Chaplin. A concepção da trilha, segundo o maestro, uniu temas originais do filme e compostos pelo próprio Chaplin com clássicos do repertório da banda – de marchinhas ao frevo e jazz mais contemporâneo. Foi uma hora e 12 minutos de muitas risadas, lágrimas, euforia, gritos e a ovação da plateia que lotou a sala.

 

 

Brincadeira de criança

O Cinema ao Vivo foi o desfecho de um domingo especial para a Mostra de Cinema Infantil. E que começou cedo, as 9h, de maneira especial. Na Escola de Cinema e Outras Artes, parceira de longa data da Mostra de Cinema, dez crianças experimentaram todas as etapas da produção de um mini documentário. O workshop “Brincando de Youtuber”, sob os olhares atentos da professora Ally Collaço, introduziu essas crianças ao universo mágico do cinema e ao final de três horas de muita diversão nasceu um curta que pode ser conferido no link: https://www.youtube.com/watch?v=lxZFf81OzuM

 

 

Inspira bebês

No final da manhã, a Mostra reuniu famílias e muitos bebês para uma das novidades da edição deste ano: a Sessão Inspira Fundo. Uma plateia de miúdos assistiu atentamente uma série de curtas sob os olhares dos pais e da teatróloga Clarice Cardell, coordenadora deste incrível projeto, pensado especialmente para dialogar com a primeira infância. A série de dez vídeos foi apresentada pela primeira vez em um cinema e em setembro terá um canal exclusivo no Youtube, o Bebê Lume.

 

 

Tarde sem hora para acabar

Chegou à tarde e as atenções se voltaram para o Teatro Governador Pedro Ivo. Filas logo se formaram para a retirada de ingressos para a primeira Sessão de Curtas Internacionais. Na telona, oito produções de países como Alemanha, Chile, Dinamarca e Argentina. E lá estava novamente a patota de dubladores mirins da Mostra para interpretar dois filmes – a mesma que no sábado arrancou aplausos do público com a dublagem do longa-metragem mexicano Tesouros, na grande abertura do festival.

 

A infância que não vê barreiras

Uma das marcas desta edição da Mostra de Cinema Infantil é a riqueza das produções nacionais. A Sessão de Curtas Nacionais foi um dos momentos de maior emoção do domingo. Oito filmes foram exibidos para a sala lotada, que traduziram ali a diversidade, a liberdade e a pureza de todas as infâncias. Foram animações, ficções e documentários de extrema sensibilidade e que trataram de forma lúdica questões relacionadas ao gênero, cor, preconceito e, principalmente, solidariedade e empatia.

 

Música e energia

A diversidade que tão bem foi retratada na telona também se fez representada no Palquinho da Mostra com a apresentação do grupo É da Nossa Cor acompanhada pela banda de afro reggae Cores de Aidê. Um momento de intensa energia, dos batuques que ecoaram pelo hall do Teatro Pedro Ivo e colocaram o público para dançar. Cores vivas e energia para um ato de afirmação e orgulho.

 

 

A China chegou!

Como já era esperado, o cinema chinês fez a sua estreia na Mostra de forma incontestável. O longa-metragem de animação “Aventuras dos Brinquedos”, uma superprodução dirigida Gary Wang que primou pela qualidade técnica, estética e conceitual para fazer frente com a poderosa indústria cinematográfica ocidental.

 

Confira a galeria completa do domingo, 30, clicando aqui!



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