Roda de conversa sobre relação da criança com a cidade marca encerramento da Mostra

Roda de conversa sobre relação da criança com a cidade marca encerramento da Mostra


Existe espaço de convivência para as crianças em Florianópolis que não seja um shopping? Perguntou Luiza Lins, diretora da Mostra de Cinema Infantil, ao iniciar uma roda de conversa sobre a relação das crianças com a cidade, neste domingo (8), último dia da Mostra. Lia Mattos, fundadora do Espaço Imaginário, explicou a intenção do bate-papo: “que as crianças tragam suas ideias.”

Além delas, os adultos presentes também acharam importante falar. Roseli Pereira, professora há 30 anos na rede pública municipal, assumiu por dois meses o cargo de vereadora em Florianópolis e pontuou suas prioridades. “Meus maiores pensamentos eram sobre projetos direcionados à infância”, comentou. Roseli criou dois Projetos de Lei para reiterar as seguintes ideias: um passeio cultural, destinado para a criança reconhecer a cidade e criar com ela uma relação de pertencimento; a implantação de cineclubes nas escolas, motivada pela Mostra de Cinema Infantil.

O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Dalmo Vieira Filho, chegou no calor da conversa. Luiza Lins o introduziu no assunto: “Ações esporádicas não dão mais conta. Precisamos que o poder público veja as crianças”. E Dalmo viu. Theo Oliveira Munarim, de sete anos, leu uma carta para o secretário. “Eu tenho algumas ideias para melhorar Florianópolis”, avisou. Entre elas, mais árvores fora dos quintais, mais circos, mais espaço nas calçadas, mais ônibus e menos carros.

“Acho que o Theo só disse coisas verdadeiras e profundas, coisas que raramente se ouvem de especialistas em reuniões”, afirmou Dalmo, que acabou firmando um compromisso com a diretora da Mostra, Luiza Lins: levar a proposta de que sempre exista uma criança nas reuniões da prefeitura.

Dalmo recebeu em mãos a carta de Theo; de Leopoldo Nogueira, uma cartilha do projeto “Prioridade Absoluta”, ação do Instituto Alana para que o Artigo 227 da Constituição seja cumprido; e o Guia para a Elaboração de Planos Municipais pela Primeira Infância, de Lia Mattos.

O secretário também ouviu a professora de Artes Visuais do Colégio Aplicação da UFSC, Patrícia Martins, que debateu com as crianças do quarto ano a relação das crianças com a cidade. Ela acredita que, empoderando os alunos a sociedade consegue receber um retorno muito grande. Dalmo concordou. E assumiu o compromisso de marcar uma das reuniões da sequência do Plano Diretor de Florianópolis no Aplicação.

Confira as fotos dessa conversa aqui na galeria!

Fotos: Henrique Pereira

Deixe seu comentário