A 11ª edição da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis foi sucesso de público. O número de espectadores triplicou. Em 2012, 140 mil pessoas participaram do evento. O 2º Circuito Estadual de Cinema Infantil é responsável por este aumento, pois passou por 177 municípios.

Foram exibidos 151 filmes, entre curtas e longas metragens (90% nacionais). Mais de 110 escolas da Grande Florianópolis estiveram na Mostra. O transporte das escolas públicas foi pago pelo projeto.

Além das sessões realizadas no Teatro Governador Pedro Ivo, em Florianópolis, e pelo Circuito, há um número incalculável de exibições, realizadas a partir do canal infantil do site www.filmesquevoam.com.br. A página disponibiliza os filmes para download gratuito, oferecendo o acervo da Mostra para pequenos festivais em escolas, cineclubes e outros centros culturais de todo mundo.

A abertura do evento foi marcada pela pré estréia nacional do filme de animação uruguaio Selkirk, O Verdadeiro Robinson Crusoé, de Walter Tournier, que foi o homenageado desta edição. Também teve o lançamento do filme Tainá 3, que encerra a trilogia da personagem, e outras duas pré estreias nacionais: Na Corda Bamba e Peixonauta. Os diretores de História Antes de uma História exibiram o filme para um teste de platéia.

Entre os filmes internacionais, foram destaque: O Mundo Encantado de Gigi, de Rintaro, do Japão, e Meu Amigo Storm, de Giacomo Campeotto, da Dinamarca.

Os curtas vencedores da Mostra Competitiva de 2012 foram:

O Fim do Recreio, de Vinicius Mazzon e Nélio Spréa, ficção, PR, 2011, 17’25’’.
Disque Quilombola, de David Reeks, ganhou Menção Honrosa do Júri. Documentário, SP, 2012, 13’.
Rap Consciente, Alunos EMEF Amenóphis de Assis, recebeu o Destaque Especial do Júri. Animação, ES, 2010, 5’40’’.

Durante a Mostra, o 8º Encontro Nacional de Cinema Infantil reuniu representantes importantes do cinema brasileiro para um debate sobre “Desafios Criativos: Distribuição e Conteúdo”. Ana Paula Santana, Secretária do Audiovisual do MinC; Manoel Rangel, diretor-presidente, e Vera Zaverucha, diretora da Agência Nacional do Cinema (Ancine); Chico Faganello, cineasta; Celia Catunda, diretora da série Peixonauta; e os distribuídores Marco Aurélio Marcondes e Abrão Scherer destacaram a importância de investimentos no cinema para as crianças e a possibilidade de uma nova linha de crédito, o que impulsionaria a produção brasileira em todos os estados.

Pela primeira vez a Mostra realizou a Sessão Muito Especial, com uma programação de filmes adaptados com audiodescrição e Libras. A sessão foi produzida para crianças especiais, mas estava aberta ao público. Faixas de tecidos para vendar os olhos foram distribuídas aos espectadores, que acompanharam o filme somente pela audiodescrição. Os deficientes auditivos foram beneficiados pela Linguagem Brasileira de Sinais, com a narração do intérprete Tom Min Alves. Foram exibidos sete curtas-metragens, nas categorias ficção e animação, entre eles, O Fim do Recreio, de Vinicius Mazzon, e Cadê Meu Rango, de George Munari Damiani.

Também foram promovidas oficinas de interpretação e de animação, com a técnica de stop motion. Com turmas lotadas, as crianças conheceram um pouco mais da arte de fazer cinema.

A programação para adultos teve palestra sobre cinema de animação, com o diretor Walter Tournier; a exibição do filme Criança, a Alma do Negócio, com um importante debate sobre consumo e infância; e um Seminário sobre Educação, Cinema e Cineclubismo.

O encerramento da Mostra encantou a platéia lotada com a apresentação Cante com o Peixonauta, com o personagem da série brasileira de TV mais vista em todo o mundo.

A Mostra é muito mais do que um Festival de Cinema. É um projeto sócio cultural, que promove a educação, a formação de platéia para o cinema, com ampla inclusão social e valorização da cultura brasileira.

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