Minha Vida de Abobrinha reflete sobre abandono e adoção


“Eu me lembro de quando foram adotados”, disse Sofia, 10 anos, pouco tempo depois de assistir o filme “Minha Vida de Abobrinha” (Suíça e França, 2017). Perguntada sobre o porquê a cena lhe marcou, ficou sem palavras. Quando foi questionada sobre se “conhece alguém que foi adotada(o)?”, teve ajuda da sua amiga Ana Luiza, 10 anos, para responder. “Conhece sim, eu”, disse a menina, sorrindo.

A animação “Minha Vida de Abobrinha” (Suíça e França, 2017),  um dos filmes mais esperados da 16ª Mostra de Cinema Infantil, conta a história de Icare, que ganhou o apelido de Abobrinha. Ele é um sensível menino, de nove anos, que é deixado pela polícia em um orfanato depois que sua mãe falece. Deslocado neste novo universo, aos poucos, começa a se relacionar com as outras crianças e descobre o significado de amizade e confiança.

 

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“Achei ótimo o filme, porque traz temas, que geralmente não são tratados, com uma abordagem direta e leve”, opinou a Ana Maria Veiga, mãe da Ana Luiza, adotada aos 6 meses.

“Esse tipo de filme sensibiliza as pessoas para o tema”, complementa Joris Pazzin, pai da pequena Sofia.

Premiado e indicado ao Oscar

Indicado ao Oscar de melhor filme de animação e vencedor do prêmio da audiência e o prêmio Cristal no 40º Festival de cinema de animação de Annecy, o longa dirigido por Claude Barraas será exibido neste sábado, às 11h, no teatro Governador Pedro Ivo. Cinema e pipoca gratuitos.

Segundo o diretor, o filme é, de certa forma, uma adaptação para a telona do livro “Autobiografia de uma Abobrinha”, de Gilles Paris. É também uma forma de partilhar as suas próprias histórias e emoções que moldaram a sua infância.

“É, acima de tudo, uma homenagem às crianças negligenciadas e maltratadas que fazem o melhor que podem para sobreviver e conviver com suas feridas”, afirmou o diretor, em entrevista para o portal Cine Alerta.

Feito em stop-motion, mesmo na era do 3D, a animação mostra a complexidade da vida, tanto para para adultos quanto para crianças. É considerado pela crítica um filme sensível, complexo, de narrativa fluida e muito bem feito em termos técnicos.

 

 

 

Matéria atualizada em 8/7, às 14h38.

Texto: Letícia Kapper




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