Longa alemão “Fiddlesticks”, com dublagem em português, conquista público brasileiro

Longa alemão “Fiddlesticks”, com dublagem em português, conquista público brasileiro


No meio da sessão, risadas (e muitas, em muitos momentos). No fim, aplausos. O longa alemão “Fiddlesticks”, do diretor Veit Helmer, conquistou os brasileiros na primeira exibição do filme com dublagem em português, na programação da Sessão de Longa Internacional, deste domingo (2).

Dois dubladores alemães deram conta de todo o trabalho, que teve um resultado interessante e diferente do que o espectador está acostumado, o que não tirou o brilho da produção.

“Foi legal, mas a dublagem não estava das melhores. O que o mais gostei foi do quati”,opinou Rudá, 9 anos.

Já o pai de Rudá, Antônio Bidermann, teve um outro olhar sobre essa questão: “Não achei ruim, achei diferente. Deu um ar infantil”, pontuou.

Da mesma forma, Cauan, de 11 anos, não se incomodou com o sotaque alemão da dublagem. “Gostei bastante e achei engraçado a parte que eles colocam sonífero para os pais dormirem”, disse.

O filme conta a história das crianças de Bollersville, que fogem do jardim de infância para libertar os avós do asilo. No meio dessa aventura contada pelas próprias crianças – protagonizadas por atores mirins de 4 anos de idade, a fantasia não tem limites. Tudo é possível: uma locomotiva virar um avião, cair no lago e sair por um trilho; um guindaste ser o playground dos pequenos e, ao final, ser transformado numa montanha russa.
“Algumas coisas que aparecem no filme colocam as crianças em risco e com isso a gente fica meio preocupada. Exemplo: subir e digirir gindastes, trator. Mas é divertido”, ponderou a Francine Zimmermann, professora de artes, mãe do Cauan, que veio também com as irmãs Liz e Iris e a vó Edna.

“Inicialmente achei o filme nem um pouco construtivo para crianças, porque instiga a eles fazerem o que não devem. Mas no contexto geral foi interessante, porque era para um bem nobre – tirar os avós do asilo. Foi muito legal, mas não sei se o fim justifica os meios”, afirmou Edna Gaspodinni, aposentada, 59 anos.

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Texto: Letícia Kapper
Fotos: Kélen Oliveira


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